sexta-feira, 11 de maio de 2012

ÁGUAS INTERNACIONAIS

Negociadores brasileiros pretendem fazer com que conferência da ONU no Rio regulamente até pesquisas em águas internacionais

Navio de pesquisa navega em águas norueguesas: Brasil quer proteger diversidade genética de águas internacionaisScience
RIO - A Rio+20 deverá criar uma nova regulamentação para as águas internacionais, afirmou nesta sexta-feira a Ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em encontro com jornalistas realizado no Jardim Botânico do Rio. O objetivo é fazer com que a conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável crie mecanismos para proteger a diversidade genética em águas marinhas.
- O Brasil luta por uma mudança de patamar em relação aos oceanos e quer sair da conferência com um novo acordo em relação a águas internacionais, com uma nova visão em relação à biodiversidade das águas marinhas. Se der tudo certo, isto está em processo de negociação, será mais um legado da Rio+20 – disse a ministra.
De acordo com o secretário-executivo da Comissão Nacional da Rio+20, embaixador Luiz Alberto Figueiredo, as novas normas incluirão regras para pesquisas científicas em águas internacionais, criando um acordo adicional à convenção do mar.
- Este é um debate novo e que, no nosso ponto de vista, requer (a criação de) uma legislação específica – afirmou o embaixador. - A convenção do mar não fala em recursos genéticos. É uma lacuna que precisa ser preenchida em benefício da humanidade como um todo, e não daquele que chegar mais rápido. Já há pesquisas sendo feitas pelo Japão, Estados Unidos e Europa.
Especialistas ressaltam que a biodiversidade dos mares corre sério risco com a exploração insustentável de seus recursos naturais. O problema é ainda mais grave em águas internacionais, onde praticamente não há fiscalização.
- Os países que com as melhores condições e bons navios oceanográficos se adiantam e fazem patentes. Só recentemente começamos a dar mais importância ao mar e a descer a profundidades maiores – ressaltou o professor e coordenador dos cursos de pós-graduação em gestão ambiental da Escola Politécnica da UFRJ Haroldo Mattos de Lemos
A indústria farmacêutica é uma das maiores interessadas nas moléculas de seres vivos marinhos, disse o professor do curso de Oceanografia e Biologia da Univali André Barreto:
- Há um potencial econômico. Grande parte dos fármacos vem de algum princípio ativo encontrado na natureza, muitas vezes plantas. O ambiente marinho vem sendo muito pesquisado em busca de novas biomoléculas. No momento em que um laboratório faz um sequenciamento genético pode criar a patente de uma molécula.
Além de regulamentar a pesquisa em águas internacionais, ambos especialistas defendem a importância de controlar com mais rigor a pesca. De acordo com Barreto, a diminuição excessiva de populações de peixes e a extinção de algumas espécies por causa da atividade pesqueira também comprometem a diversidade genética.
- Quando o número de peixes de uma espécie é reduzido, sua diversidade genética também cai. Neste caso, quando o ambiente se altera, este organismo fica com menos capacidade de responder às mudanças – concluiu Barreto.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio20/brasil-quer-que-rio20-proteja-biodiversidade-genetica-dos-mares-4876137#ixzz1ucZf1H00
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José Arthur Aragão e Nelma Barcelos

quinta-feira, 10 de maio de 2012







Papel de parede Surfando rápido em papéis, fotos e imagens


Apesar da fama de “ecologicamente corretos”, os surfistas muitas vezes nem imaginam que a prancha de Surf é um dos materiais esportivos que na sua composição e fabricação mais agridem a natureza.

Como solução para esse problema, o surfista Daniel Aranha, resolveu produzir a e-board, uma prancha sustentável, com materiais recicláveis e menos agressivos a natureza. A partir de 2008 ele começou a projetar e fazer os primeiros testes, e após descartar mais de 50 protótipos chegou ao material próximo ao ideal, montou sua empresa, a Surfworks, e começou a comercializá-la, inicialmente vendendo para alguns países (África do Sul, Austrália e Estados Unidos), e também na Loja da Osklen e algumas ONGs.

As matérias primas alternativas são:

  • Solvente a base de água.
  • Tintas feitas com corantes naturais.
  • Madeiras de origem certificada.
  • Pranchas que depois de usadas são recicladas inteiramente.

E no processo de fabricação:

·         Tudo o que sobra do bloco da prancha é transformado em sabonete.

·         O que não é usado da resina vira cartão de apresentação.

·         As quilhas da prancha são fabricadas por participantes de um projeto social ambiental.

E parte do lucro resultante deste trabalho é doado para projetos de preservação

 Resumo da matéria apresentada por Daniella Cornachione para a Revista Época, em Dezembro 2010

 Angela Vidal



SEGUE ALGUMAS DICAS DO PROJETO BRASIL DAS ÁGUAS PARA ECONOMIZAR ÁGUA:


                                                  




  • Ao tomar banho: um banho demorado chega a gastar de 95 a 180 litros de água. Banhos curtos economizam água e energia elétrica.
  • Ao escovar os dentes: com a torneira aberta, o gasto é de até 25 litros. Primeiro escove e depois abra a torneira para encher um copo com a quantidade necessária para o enxágüe.
  • Ao apertar a descarga: uma válvula de privada no Brasil chega a utilizar 20 litros de água em um único aperto. Por isso aperte apenas o tempo necessário.
  • Ao usar as torneiras: uma torneira aberta gasta de 12 a 20 litros de água por minuto e se estiver pingando são 46 litros por dia.
  • Ao lavar louças: lavar as louças, panelas e talheres com a torneira aberta o tempo todo acaba desperdiçando até 105 litros. O certo é primeiro escovar e ensaboar e depois enxaguar tudo de uma só vez.
  • Ao lavar calçadas: muitas pessoas utilizam a mangueira como vassoura, desperdiçando água tratada na lavagem das calçadas. Use a vassoura e quando necessário um balde ao invés de deixar a mangueira aberta o tempo todo.
  • Ao lavar roupas: apenas use a máquina de lavar quando estiver bem cheia.
  • Ao lavar o automóvel: gasto médio de 560 litros em 30 minutos. Lavar apenas quando for realmente preciso, usando um balde em vez de mangueira, e economiza será de 520 litros.
  • Ao molhar plantas: primeiro, consulte a meteorologia para ver se vai chover! Regar somente o necessário usando um esguicho tipo "revólver", que libera a água só quando adicionado. Armazena a água da chuva para molhar suas plantas.
  • www.brasildasaguas.com.br

    Angela Vidal





    Pedra Branca, um bairro sustentável na Grande Florianópolis



    Crédito: by Galeria de Fotos www.cidadepedrabranca.com.br

    O projeto Pedra Branca, teve início no ano 2000 e incorporou conceitos que transformaram o território num novo centro para a região Grande Florianópolis e forneceram todas as funções básicas para as necessidades de seus moradores, trazendo novas tecnologias para o planejamento urbano e a construção sustentável local.


    O projeto Pedra Branca, na cidade de Palhoça, teve início no ano 2000 e incorporou conceitos que transformaram o território num novo centro para a região Grande Florianópolis e forneceram todas as funções básicas para as necessidades diárias de seus moradores, trazendo novas tecnologias para o planejamento urbano e a construção sustentável local.

    Os edifícios são dotados de tecnologias alternativas, com certificação ambiental e materiais recicláveis, buscam reduzir os gastos e impactos decorrentes do consumo de energia, água e produtos em geral, priorizando, também, o maior conforto. As ruas priorizam a bicicleta e o pedestre e a acessibilidade local dispensa o carro no transporte diário. O objetivo maior é se tornar uma região com emissão de carbono zero.
    Após a participação em eventos na área, os empreendedores do projeto aprimoraram a visão de uma cidade exemplo em sustentabilidade, se tornando um modelo para o mercado brasileiro. Dessa forma, esse novo conceito buscou integrar as diferentes funções das cidades num único espaço: morar, trabalhar, estudar e se divertir.
    Com isso, o projeto faz de Pedra Branca um modelo de sustentabilidade urbana do ponto de vista ambiental, social e econômico, a partir de um lugar que facilita o encontro entre as pessoas, supre as necessidades dos moradores sendo, ao mesmo tempo, seguro, saudável e próspero. Enfim, um lugar onde as amenidades urbanas convivem em harmonia com o meio ambiente, respeitando os interesses das atuais e das futuras gerações. A Pedra branca alcança esses objetivos empregando os seguintes princípios:
    - Prioridade ao Pedestre
    - Uso Misto e Complementaridade
    - Diversidade de Moradores
    - Senso de Comunidade
    - Densidade Equilibrada
    - Sustentabilidade e Alta Performance do Ambiente Construído
    - Espaços Públicos Atraentes e Seguros
    - Harmonia entre Natureza e Amenidades Urbanas
    - Conectividade e Integração Regional
    O bairro é totalmente sustentável e, atualmente, conta com cerca de 5.000 habitantes, com previsão de crescimento para 30.000 habitantes (capacidade máxima para seu planejamento urbano) nos próximos 15 anos.

    Angela Vidal



     FICA A DICA...

    Demos uma passadinha no Blog do grupo Frutos da Educação e achamos muito legal a postagem feita por eles no dia 07 de maio sobre uma escola da rede municipal de Joinvile que está trabalhando desde o início do ano preparando seus alunos para a Rio+20 através de projetos que contam com a participação de artistas plasticos com técnicas de fusão de vidros reciclados e pintura em lonas de caminhão
    reaproveitáveis. Visitem o Blog e leiam a matéria.

    FICA A DICA...


    Em visita ao Blog Didática Verde podemos ler uma interessante reportagem sobre um grupo que existe desde 2004 e que transforma o lixo em música.Vale a pena conferir, é  o Grupo Arte na Lata transformando o lixo em instrumentos musicais.

    quarta-feira, 9 de maio de 2012

    Rio+20 - Heróis do Futuro em Debate

    Uma fonte de incentivo esta sendo elaborado pelo Sistema Firjan (Federção das Industrias do Estado do Rio de Janeiro) através do Sesi, o concurso "Heróis do Futuro" que esta incentivando os estudantes das redes pública e particular sobre os temas da sustentabilidade,  que serão discutidos durante a conferência Rio mais 20. Os organizadores ficaram surpresos com a participação de mais de 400 escolas que vão paticipar da  competição, onde têm a participação de mais de 200 mil alunos com idades entre 11 e 15 anos. 
     
    Um filme em 3D e um “game” interativo foram as ferramentas escolhidas para despertar o interesse de estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental sobre a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontecerá de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro.

    As instituições cadastradas recebem a visita de monitores — estudantes dos cursos de licenciatura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) — capacitados especialmente para o projeto. A apresentação das regras do concurso cultural é precedida da exibição de um filme educacional em 3D. Após a projeção, acontecem os debates.
    firjan.org.br/heroisdofuturo
    Nelma Barcelos
    Jose Arthur de Aragão